Típico Atendimento Capixaba
Jan 13th, 2010 | By Rina Pri | Category: Vitória, Espírito Santo, Brasil, Últimos postsInfelizmente hoje eu venho aqui, depois de tanto tempo, pra falar mal da terrinha. Sou capixaba “da gema” e me orgulho do Espírito Santo, mas sinto uma enorme vergonha do (péssimo) atendimento que temos aqui. Pelo visto, poucos são os estabelecimentos que parecem ter alguma preocupação com o atendimento ao público.
Fui vítima hoje, mais uma vez, do TAC – Típico Atendimento Capixaba* (aprendi essa quando Ade mudou pro RJ). Digo “mais uma vez” porque em alguns lugares a gente ainda tem esperança que isso não existe, ou que tá mudando. Alguns poucos lugares… Mas então.
Acontece que minha mãe ganhou do meu irmão, de natal, uma camisa. Não sei o que deu nele pra ir comprar na Help, loja no estilo “tamanho máximo – 42″. Mas ele foi lá e comprou a camisa – muito lindinha por sinal – no tamanho M. Ficou pequena, claro. E aí a boa filha aqui foi trocar, já que eu ia mesmo perto da loja.
Tem anos que eu não entro em uma Help. Acho que na última vez que comprei algo lá a marca ainda era revendedora (única e exclusiva) da Levi’s por aqui, e isso foi antes de abrir uma loja própria da Levi’s em terras capixabas. Lá sempre tem coisas bacanas, mas os preços não são muito amigáveis, sem falar que o G de lá não cabe em mim em 90% das vezes.
Fui lá. Entrei e, como esperado, fui olhada de alto a baixo. <ódio disso>. Uma vendedora veio me atender e, quando disse que queria troca, o meio sorriso que tinha no rosto dela se desfez. Ok, era 13h e troca, um dos piores tipos de atendimento pros vendedores. Mas… fuoda-se! Atenda bem da mesma forma!
A mulher mal olhou para minha cara, se eu não tivesse perguntado o valor da blusa, pra escolher a troca, ela não teria falado. Simplesmente disse que tinha “outras blusinhas ali” e eu podia escolher. Não se ofereceu para ajudar, não mostrou os produtos, não ofereceu coisa mais cara, mais barata, na-da.
Ah, esqueci de falar que na loja só tinha eu e outra cliente, ja sendo atendida por outra vendedora. Sim, loja va-zi-a.
E a vendedora que me “atendeu” apoiada no balcão. Ainda bem que a segunda peça que gostei tinha o tamanho G (e servia qualquer cor, pq mamãe não tem isso de não gostar de rosa, como eu, ahha). Falei com ela, ela foi pegar a blusa com uma tromba na cara, voltou e grosseiramente fez a troca das etiquetas (brutamente, diria. Rancou com uma violência, viu!). Perguntou meus dados, para a nota de troca, sem ao mínimo se mostrar simpática. Nem sequer embrulhou a nova blusa num papel de seda, como se faz quando a gente compra algo. Não que ela tenha feito menção de por a blusa numa sacola da loja, mas eu não queria mesmo, tinha levado uma nova e não precisava de outra – o meio ambiente agradece!
Não sei que vendedora é essa que não oferece nada. Desde quando uma troca não pode gerar uma compra? E eu bem fiquei de olho em umas bolsas e colares lindos, mas me neguei até a perguntar o preço! Humpf!
A Help tá bem precisada de um socorro, hein…
*Infelizmente o comércio capixaba não sabe atender. De botecos a lojas, é difícil um lugar onde você garanta bom atendimento. Dá até vergonha de sair com os amigos turistas…
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